Pare de fazer design como se fosse 2024
Se o seu produto de AI não segue esses 10 padrões, ele já está ficando para trás.
Eu analisei mais de 30 das startups de AI mais quentes do mundo, e todas elas têm 10 padrões de UX e produto em comum.
Aqui está a lista com exemplos práticos 👇
1. Apps que ensinam a fazer prompts
A maioria dos usuários não sabe escrever bons prompts.
Os melhores apps ensinam como — e isso gera saídas muito melhores.
Juicebox ajuda você a dar contexto suficiente sobre quem está procurando.
Typeform incentiva você a compartilhar as informações certas.
2. A nova regra de UX: Generative UI
UX antigo: aprender o app, navegar em menus infinitos, cliques sem fim.
UX novo: interfaces que se moldam ao usuário. Você fala o que quer e a UI aparece.
ThoughtSpot permite “conversar com seus dados” e já gera gráficos.
Gamma cria uma apresentação inteira com apenas um prompt.
3. AI como coach de onboarding
Ninguém quer assistir a tutoriais de 10 minutos.
As melhores AI apps colocam um assistente dentro do produto, pronto para te ajudar quando você trava.
4. Conteúdo feito para copy–paste em LLMs
Documentação não é mais só para humanos.
Muitas empresas já formatam docs pensando no uso dentro de LLMs.
OpenAI e Next.js têm botões de “copiar para a área de transferência” em seus docs.
Isso é pequeno no design, mas gigante na prática para devs.
5. Voice prompts
Falar é 3x mais rápido que digitar.
Por isso, apps de AI estão indo “voice-first”.
6. De “pay per seat” para pay per output
O modelo SaaS tradicional não faz sentido em AI.
Tokens são caros, então a cobrança vai para uso real.
Synthesia cobra por minuto de vídeo.
Intercom cobra por resolução feita com AI.
Claude cobra por volume de tokens.
E a Autumn (YC 2025) já se posiciona como o “Stripe da precificação por uso em AI”.
É inevitável.
7. Experimente antes de se cadastrar
O funil virou: primeiro usa, depois se cadastra.
Vercel v0 deixa você começar a criar direto da home.
ElevenLabs mostra gerações de voz antes de pedir signup.
Isso reduz atrito e acelera o tempo até o valor.
8. De ferramenta a teammate
AI não é mais “só uma ferramenta”.
É quase um colega de equipe, que recebe tarefas.
Devin (Cognition Labs) funciona como um engenheiro júnior.
Legora atua como paralegal, redigindo contratos por você.
Esses apps estão deixando de ser apenas assistivos para se tornarem agentes ativos — e os usuários agora esperam delegação, não só assistência.
9. Personalização proativa
Você não precisa configurar nada.
As AI apps já chegam personalizadas.
Spiral (Every) aprende seu tom de voz e estilo de escrita.
Typeform puxa contexto da sua empresa automaticamente.
10. Use grátis > se apaixone > pague
Os apps de AI mais viciantes oferecem só o suficiente de uso gratuito para provar valor.
Os “free tokens” funcionam como custo de aquisição. Depois disso, o upgrade vira inevitável.
Lovable e Gemini, entre outros, já entregam créditos grátis sabendo que, depois de sentir o poder, você vai pagar.
🚀 Resumo
A AI está reescrevendo completamente as regras de produto e UX.
Se você ainda está desenhando como se fosse 2024, já ficou para trás.Essa foi a primeira edição da minha newsletter! Me conta aqui o que vocês acharam e me digam: quais são os próximos temas que vocês gostariam que eu falasse aqui?













Débora, excelente conteúdo. Inclusive, você citou apenas como exemplo uma série de ferramentas que eu não conhecia e que gostaria de saber mais sobre. Uma sugestão de tema é: “Caixa de ferramentas. Qual a stack que mais uso no meu dia a dia para todo tipo de tarefa (pessoal ou profissional)”
A timely reminder that ‘doing design like it’s always been done’ won’t cut it anymore. With AI creeping into every layer of interaction, the old playbook of “safe, familiar layouts” is starting to feel limiting.
I can feel the future lies in letting AI handle complexity behind the scenes, making the experience feel effortless, rather than being weighed down by pattern constraints.